Artigo de Regina Dorriguello, Diretora de Outplacement e Talent Development da STATO, publicado no portal Mundo RH:

As startups trazem lições valiosas para os profissionais em um mercado marcado por mudanças e incertezas

Nos últimos tempos, vivemos um período delicado no cenário econômico. A recessão fez os índices de desemprego subirem vultuosamente. Mas, em paralelo, também elevou a criatividade e o espírito empreendedor a níveis máximos. Um cenário propício para que muitas startups brotassem neste solo, ainda tão fértil.

O fato é que as relações de trabalho estão mudando. A reforma trabalhista recém-aprovada já imprime diferenças na forma de contratação, novas gerações começam a mostrar ritmos diferentes no dia a dia das organizações. E para nós, profissionais, é importante saber ler este momento e compreender o que muda e o que podemos aprender com estas mudanças.

Voltando às startups. Por que e para que elas surgem? Já parou para pensar? O que podem ensinar a profissionais em transição?

Segundo Eric Ries, autor do livro “Startup Enxuta”, startup é “uma instituição humana desenhada para criar um novo produto ou serviço em condições de extrema incerteza”. Com esta definição, chegamos ao ponto: vivemos em tempos de extrema incerteza e somos instituições humanas. Então, como adotamos a Atitude Startup para nos destacar no mercado de trabalho? Vamos lá!

Uma startup é criada pensando em solucionar um problema
Esse é o primeiro passo para adotar a Atitude Startup. Entender que tipo de problema você está apto a solucionar e colocar-se desta forma. Desenhar, de forma estruturada, um racional com as empresas que podem ter esse problema e como você trabalhará para ser a solução.

Uma startup é planejada e testada
Querer abordar ou retornar ao mercado de trabalho requer planejamento. Saber de que batalha eu vim, em que nova batalha quero entrar e quais armas vou usar são informações importantes para criar essa nova atitude. Estudar o mercado-alvo, mapear potenciais problemas, entender sua contribuição e construir esse discurso são importantes passos nessa etapa. Isto feito, é hora de testar. Começar a ativar a sua rede de contatos e expor-se para pôr à prova essa nova abordagem.

É hora de buscar investidores
Neste caso, são pessoas que possam abrir portas ou aquelas que possam te contratar. E aqui, precisamos nos atentar à postura. Quando uma startup está em busca de investidores, ela se prepara para vender a ideia com segurança e encantar os potenciais investidores. Não costuma haver segunda chance, por isso, o brilho no olhar e o discurso seguro não podem falhar. Alguma semelhança quando se trata de uma oportunidade de entrevista ou de conversa com headhunters e recrutadores?

Período para gerar resultados

Quando começa a rodar, uma startup tem um período para dar resultados. Precisa mostrar a que veio. Quando falamos da atitude, não pode ser diferente. Entrar no desafio com uma postura ativa, empreendedora, de quem veio para fazer a diferença é determinante para o sucesso da jornada de um profissional em uma empresa.

Por isso, modernize a sua postura. Tenha segurança do seu perfil, de suas ofertas e diferenciais, além de manter-se constantemente atualizado. Startup-se e lance-se ao mercado como um profissional inovador, diferenciado e conectado às mudanças.

Regina Dorriguello

Regina Dorriguello é Palestrante e Diretora de Talent Development e Outplacement da consultoria STATO, de São Paulo. Atua no desenvolvimento de pessoas e em projetos de Demissão Responsável.