O mercado tem valorizado cada vez mais os profissionais multitarefas: são aquelas pessoas que conseguem conciliar várias atividades de forma conjunta. Para isso, é preciso saber administrar muito bem o tempo, ser capaz de estabelecer o que é urgente e o que é importante, quais são as prioridades, o que deve ser delegado e de que forma, entre tantas outras ações que fazem parte das tomadas de decisões no dia a dia.

O gerenciamento de tempo está diretamente ligado à capacidade de definir as prioridades entre as diversas atividades da rotina de um profissional. Com tantas demandas num mundo altamente competitivo e as diversas formas de comunicação que temos acesso, é muito comum que as empresas nos solicitem, em processos de Recrutamento e Seleção, profissionais multitarefas e que também consigam transitar entre o estratégico e o tático. Isso porque as companhias precisam de profissionais com a capacidade de montar as estratégias de médio e longo prazo, mas que também sejam hands on, participando no dia a dia da execução dos planos de ação.

A administração da vida pessoal e profissional também está diretamente ligada a essa questão. Cada vez mais, as próprias empresas querem proporcionar aos profissionais o chamado “work life balance”. As companhias não querem mais ser rotuladas por só cobrarem metas e resultados. Proporcionar esse equilíbrio entre a vida pessoal e profissional tem sido uma tendência no mundo corporativo. As organizações veem com bons olhos os profissionais que cuidam da saúde, que fazem esporte, que têm um hobby. E, novamente vemos aqui a importância da administração do tempo!

E como nós avaliamos todo esse contexto durante as entrevistas de seleção? Investigando como os candidatos gerenciam as suas rotinas, como estabelecem prioridades, como fazem suas entregas e lidam com a complexidade de seus desafios nesse contexto cada vez mais acelerado em que vivemos.

Renata Filippi é Diretora Geral de Executive Search da STATO

Renata Filippi, Diretora Geral de Executive Search da STATO